"Porque juventude são outros Papos!"

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Não Queria estar na pele...

Eu não queria estar na pele do Deputado Petista Joel Banha, o caro
deputado está levando muita "taca" por conta das condições em que a
Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA se encontra. O clima está tão
tenso que até ofensas e acusações o nobre deputado anda disparando.

Para se saber, o deputado foi Diretor-Presidente da Companhia e
mantém influencia sobre quem fica no comando da mesma a cerca e uma
década e meia.

O negocio parece que vai esquentar ainda mais... Vamos ver no que vai dar...

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Até que fim a DRU acabou...

A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda
arrecadação. Na prática, com o fim da DRU, o Ministério da Educação
terá uma verba extra de R$ 4 bilhões para investimentos ainda este
ano. "É uma histórica reivindicação da UNE. Bilhões de reais eram
subtraídos da Educação. O desafio agora é debater a aplicação dos
recursos", declara o presidente Augusto Chagas.

Na noite desta quarta-feira (28), a Educação obteve mais uma vitória:
foi aprovada por unanimidade pelo plenário do no Senado Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) que determina o fim da Desvinculação das
Receitas da União (DRU) sobre o orçamento da Educação. A DRU é um
mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação sem
justificar no projeto de orçamento a destinação dos recursos.

Na prática, com o fim da DRU, o Ministério da Educação (MEC) terá uma
verba extra de R$ 4 bilhões para investimentos ainda este ano. Em 2010
serão R$ 7 bilhões a mais (as reduções da incidência são gradativas:
de 12,5% e 5%, em 2009 e 2010, respectivamente). Em 2011, quando não
haverá mais a incidência do mecanismo, especialistas estimam que os
recursos disponíveis devem saltar para R$ 10,5 bilhões.

"Agora é pra valer. Está extinta a DRU, que vinha subtraindo bilhões
da Educação. A UNE sempre foi contra esse mecanismo, desde sua
criação. Os estudantes têm muito o que comemorar com essa aprovação",
afirma Augusto Chagas, presidente da entidade. Para Chagas, um bom
desafio que temos adiante é o debate sobre como aplicaremos esses mais
de 10 bilhões de reais que, em alguns anos, serão somados à educação
brasileira. "Mesmo com os avanços do último período, nossa educação
passa por muitas dificuldades: há cerca de 14 milhões de analfabetos
no Brasil, a média de escolarização ainda é bastante baixa - 7 anos
-, nossas escolas estão precárias e a remuneração dos professores
deixa a desejar", enumera. O presidente da UNE alerta que muitos
jovens estão excluídos atualmente, o que se deve à falta de recursos.
"O fim da DRU vai contribuir para que possamos superar essas
debilidades", concluiu.


Histórico da PEC
A PEC 96/2003, de autoria da senadora Idelli Salvatti (PT-SC) já havia
sido aprovada em dois turnos pelo Senado, mas voltou à Casa porque a
Câmara dos Deputados, em setembro deste ano, incluiu a obrigatoriedade
da educação básica e gratuita para crianças e jovens de 4 a 17 anos.
De acordo com o projeto, esta medida será colocada em prática
gradativamente até 2016. Hoje, a lei exige a oferta de educação básica
para crianças de 6 a 14 anos.


O que é a DRU?
A DRU ou Fundo Social de Emergência, como foi denominada na época de
sua criação (em 1994, pelo governo Fernando Henrique Cardoso),
destinava-se à desvincular 20% do produto da arrecadação de todos os
impostos e contribuições da União, incluindo as receitas vinculadas ao
ensino. Apesar de ter sido aprovada como algo transitório, ela vinha
sendo prorrogada desde então a partir de Emendas Constitucionais (EC).


Fonte: UNE


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terça-feira, 27 de outubro de 2009

À querida jornalista Márcia Correa

Na quinta-feira retrasada, 15/10, estive no programa de rádio Café com noticias, das apresentadoras Ana Girlene e Márcia Correa para falar sobre a audiência publica, organizada pelos deputados Evandro Milhomem (PCdoB) e Dalva Figueiredo (PT) sobre o estatuto de juventude que está em debate na câmara de deputados e agora está colhendo contribuições nos estados da federação.

Nessa entrevista estava presente Eu (Patrique) representando a sociedade civil e o Salgado Neto falando pelo mandato da deputada Dalva Figueiredo do PT, a conversa foi boa e bastante tranqüila, isso claro pelo alto nível das apresentadoras e pelo preparo sobre o tema dos entrevistados.

Indagado pela apresentadora Ana Girlene sobre os movimentos sociais e as políticas de juventude, explicitei o novo momento que os movimentos de juventude vivem, disse que antes lutávamos pelo direito e hoje lutamos para ampliar tais direitos, e nessa conversa acabei soltando uma perola, dizendo "que antigamente batíamos lata e hoje estamos construindo as políticas (PPJ)", nessa hora a apresentadora Márcia Correa se apresentou e afirmou que "antigamente lutava-se contra ditadura e pela democracia!" e seguiu afirmando que hoje surge um novo movimento estudantil, após o episodio do ENEM 2009, movimentos que se intitulam apartidarios diferente da UNE e da UBES que foram aparelhadas ao governo federal, etc.

            Por conta do tempo limitado e do numero de pessoas ainda para serem entrevistad@s acabei por não responder a afirmação da competente jornalista, tentarei nessas próximas linhas expor minhas opiniões:

           

Para começar é de suma importância reconhecer a relevante contribuição para a nação brasileira a abnegação dos militantes que lutaram em defesa dos interesses nacionais, da democracia e da liberdade de expressão e contra as arbitrariedade cometidas pelo regime militar, esses lutadores e lutadores merecem antes de qualquer coisa o respeito e o reconhecimento de toda a nação brasileira pelos seus atos de patriotismo e bravura.

            Para esclarecer meu comentário não ia tão longe, e não se estendia aos lutadores da ditadura militar, pois o tema era PPJ e nesse período nem se pensava em debater esse assunto, tendo em vista que precisava-se reconstruir a nação e tirar das mãos dos tiranos da ditadura, meu comentário é mais recente reportava-se a era FHC e a criminalização da juventude e seu liberalismo econômico.

            Quanto ao novo movimento estudantil que hoje a grande mídia faz questão divulgar precisa ser entendido em suas minúcias, antes de qualquer coisa novamente, preciso afirmar que a organização de movimentos de estudantes são muito importantes e fundamentais para a vitalidade do M.E e a elevação do seu nível de discussão, mas para entender primeiro sua origem e relevância, ele surge e ganha destaque da grande mídia fundamentalmente por conta que sua bandeira é um prato cheio para os que querem o fim do governo LULA – o episodio ENEM, segundo a origem e composição do mesmo e toda de estudantes da classe média do rio de janeiro e estudam todos em escolas particulares, terceiro o movimento tem bandeira objetiva - entrar na universidade, quarto se reivindicam apartidarios, mas todos nós reconhecemos que o movimento estudantil sempre teve presença das forças políticas e tal relevância esse movimento graças as contribuições dessas forças as suas lutas, quinto esse novo movimento não é racha da UNE e da UBES pelo contrario reconhecem as mesmas como entidades representativas, apesar de ter posicionamentos diferenciados, sexto e mais intrigante esse novo movimento estudantil reuniu 12 estudantes e ganharam notoriedade nacional pela IstoÉ, Veja, Rede GLOBO, mas a UBES fez ato com 5 mil estudantes pedindo investigação e punição aos envolvidos no caso ENEM e esses mesmos veículos não escreveram nem uma virgula sobre o fato, no mínimo é de se duvidar desses veículos de comunicação, que infelizmente ainda forma a opinião dos formadores de opinião.

 

Gostaria de manifestar todo meu respeito e admiração pela jornalista Márcia Correa, que foi militante do movimento estudantil no Amapá no fim da década de 80 e que tem muito conhecimento de causa, e todo esse respeito vem da história que essa mulher construiu no longo de sua atuação, que hoje faz parte da minha pesquisa de conclusão de curso, e cada vez que descubro mais coisas mais o respeito e admiração aumenta.



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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quem quiser venha ver, mas só um de cada vez...

Parafraseando o grupo musical Mosaico de Ravena, "Quem quiser venha ver, mas só um de cada vez, não queremos nossos jacarés tropeçando em você"... Me orgulho do meu lugar... Pense num LUGAR BONITO...
 
 

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Seminário "Juventude e Projeto Nacional" acontecerá em Brasilia nos dias 27 e 28 de out

Acontecerá em Brasília, nos dias 27 e 28 de outubro, o seminário "Juventude e o Projeto Nacional", realizado através da parceria UJS, JPT, JSPDT, JSB, JPL e JPMDB. O evento tem como objetivo debater o papel dos jovens no desenvolvimento do país, políticas públicas para a área e colocar a temática no centro das discussões nas eleições de 2010.

Marcelo Gavião, presidente da UJS e um dos organizadores do evento, acredita que essa articulação das juventudes partidárias fortalece o campo popular e ajuda a amadurecer as relações políticas. "A iniciativa é muito positiva, pois reúne numa mesma discussão as principais organizações juvenis do campo democrático e popular. De nossa parte, acreditamos que o Brasil tem uma oportunidade histórica para se firmar como nação soberana, desenvolvida e socialmente justa. Temos que aproveitar essa oportunidade e isso apenas será possível com o aprofundamento das mudanças".

 

Gavião salienta a importância da atividade para aumentar o protagonismo dos jovens no debate político de 2010. "As próximas eleições devem apontar para o fortalecimento de um programa avançado para o país e que coloque a juventude como uma das questões centrais. Daí a importância de as entidades juvenis, partidárias e não partidárias, terem protagonismo no debate", diz.

 

Acesse o endereço http://www.juventudespartidarias.blogspot.com para saber como participar. Confira a programação do evento, que será no auditório do Hotel GrandBittar, na SHS, Quadra 05, Bloco A, Brasília/DF.



 

PROGRAMAÇÃO

 

 

27/10 (terça-feira)
09:00 h – Abertura

 09:30 h – Mesa 1: Desenvolvimento Sustentável no Brasil para Um Novo Tempo.

- Luiz Dulci – Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República
- Haroldo Lima – Diretor Geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP)

12:30 Almoço

14:00 h – Mesa 2: As Políticas Públicas de Juventude no Brasil: O Legado de Uma Geração

- Helena Abramo – Socióloga/Pesquisadora na área de juventude
- João Abrahão – IPEA
- Danilo Moreira – Secretário-Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República

15:00 h – Debate


17:00 h – Mesa 2: As Políticas Públicas de Juventude no Brasil enquanto Política de Estado

- Beto Cury – Secretário Nacional de Juventude da Presidência da República
- Reginaldo Lopes – Deputado Federal PT/MG; Relator do Plano Nacional de Juventude
- Manuela D´ávila – Deputada Federal PCdoB/RS; Relatora do Estatuto da Juventude
- Davi Barros – Presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve)

18:30 h – Debate

28/10 (quarta-feira)

09:00 h – Mesa 3: Juventude e Participação Política

- Severine Macedo (JPT); Luizinho Martins (JSPDT); Alex Nazaré (JSB); Marcelo Gavião (UJS); Pedro Campos (JPL); João Lages (JPMDB)

10:30 h – Debate

14:00 h – Ato Político "O Papel da Juventude Brasileira na Construção do Projeto Nacional"

- Ricardo Berzoini – Presidente Nacional do PT
- Dilma Rousseff – Ministra Chefe da Casa Civil
- Renato Rabelo – Presidente Nacional do PCdoB
- Orlando Silva – Ministro de Estado do Esporte
- Eduardo Campos – Governador de Estado de Pernambuco
- Ciro Gomes – Deputado Federal PSB/CE
- Carlos Lupi – Ministro de Estado do Trabalho
- Michel Temer – Presidente Nacional do PMDB
- Sérgio Rubens – Presidente Nacional do PPL

 

Fonte: UJS



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Brasil na ONU

Brasil assumiu a cadeira no conselho de segurança da ONU.
 
 
 

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O Brasil é o país que mais perde com a biopirataria

O Brasil é o país que mais perde com a biopirataria. A avaliação é de Bruno Barbosa, coordenador-geral de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Até 2006, ele liderou a Divisão de Fiscalização do Acesso ao Patrimônio Genético, subordinada à Coordenadoria-Geral de Fiscalização do órgão.

Em entrevista ao Estado, ele afirma que o País deve assumir uma posição de protagonista no debate mundial para garantir a participação das nações mais pobres nos dividendos econômicos e biológicos da biodiversidade.

Estadão: É possível traçar um panorama da biopirataria no País?

Bruno Barbosa: Infelizmente, não. Biopirataria não é o mesmo que tráfico de animais. Não é necessário cruzar a fronteira com o bicho inteiro. Pode ser uma gota de sangue ou uma pena. Às vezes, só uma semente ou, até mesmo, um pouco de terra com microrganismos - qualquer ser vivo interessa aos biopiratas. O importante são as informações genéticas. No limite, pode ser só um arquivo de computador que descreve o DNA da espécie "roubada". Como não há uma lei penal específica para a biopirataria, não conseguimos autorização para realizar tarefas de inteligência essenciais para apurar crimes tão complexos. Contamos só com as penas administrativas - normalmente multas - previstas no decreto nº 5.459 de 2005.

Estadão: Qual é a utilidade dessas informações genéticas?


BB: Os genes guardam instruções para a produção de diversas substâncias que despertam interesse da indústria farmacêutica e química. Eles podem ser inseridos nas células de outros seres vivos que se tornam pequenas fábricas para a produção da substância cobiçada. Recentemente, inseriram em cabras o gene responsável pela produção das fibras que compõem a teia de uma aranha. O leite das cabras transgênicas foi processado e purificado e produziu uma fibra tão resistente quanto o aço. Cerca de 40% dos remédios usados hoje já são fruto da biotecnologia. Vale lembrar que a indústria farmacêutica movimenta US$ 400 bilhões por ano (cerca de R$ 700 bilhões). Nessa corrida por novos princípios ativos, o Brasil é o maior alvo.

Estadão: Por quê?

BB: Por três motivos. Em primeiro lugar, temos um quinto da biodiversidade do mundo. Em segundo, nossas comunidades tradicionais guardam dicas sobre as plantas e animais mais promissores para a descoberta de compostos com interesse econômico. Em terceiro, temos uma comunidade científica bem estruturada e em expansão: resultados de pesquisas também servem como pistas sobre genes interessantes.

Estadão: Quais seres vivos são mais procurados?


BB: Em geral, aqueles que possuem toxinas: aranhas, escorpiões, centopeias, cobras, sapos etc. Dizem que todo remédio é veneno dosado. Aqui a máxima se aplica. Seria muito conveniente que o Estado brasileiro realizasse um levantamento das patentes internacionais obtidas com o patrimônio genético nacional, uma tarefa muito trabalhosa, mas relativamente simples. Todas as patentes internacionais descrevem o processo de descoberta da inovação.

Estadão: Para que serviria esse levantamento?


BB: Para argumentar no cenário político internacional. Em 1992, a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), realizada no Rio durante a Eco-92, propôs um tratado que estabelecia o direito à soberania dos povos sobre os recursos genéticos encontrados no seu território. Com exceção dos Estados Unidos, a maioria dos países assinou a convenção. A CDB garante que o país provedor do recurso genético explorado também participe dos dividendos econômicos e tecnológicos oriundos da pesquisa. Também sublinha a importância de um uso sustentável do patrimônio natural.

Estadão: Por que ignoram a convenção?

BB: Porque ela não prevê nenhuma sanção para quem a desrespeita. Na prática, só vigora a lei internacional de patentes, conhecida como Acordo sobre Aspectos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips, na sigla em inglês), aprovado em 1994, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). A Trips estabelece três precondições para que uma patente seja aceita: seu objeto deve ser inovador, fruto de uma atividade inventiva e ter aplicação industrial. Ou seja, nem uma palavra sobre respeito à soberania dos povos no acesso a recursos genéticos. Naturalmente, o Trips prevê retaliações para quem desrespeita patente internacional registrada.

Estadão: Qual é a solução?

BB: No âmbito internacional, os países com grande biodiversidade - e o Brasil pode desempenhar um importante papel aqui - devem lutar para unir os dois acordos: respeito à propriedade intelectual e respeito ao interesse dos países que cedem sua biodiversidade para o desenvolvimento de produtos. Mas deve haver sentido de urgência. Se esse processo demorar uma ou duas décadas, considerando a velocidade e os investimentos em pesquisas, o prejuízo do Brasil será astronômico.

Fonte: estadao.com.br

 

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Uma Moça com a cara do Novo Brasil


Por Igor Corrêa
 
Que força estranha é essa que te leva a cantar, com essa voz tamanha, há 25 anos?
Voz que cruza o país-continente nos diferentes sotaques, cores, humores e timbres da juventude?
UJS é menina pouco mais velha que a nova democracia brasileira. Quando nasceu, chorou, berrou, e não deixou ninguém dormir enquanto não saíram as diretas. Menina arteira, tava no meio daquele povo que acendeu a esperança e apagou a escuridão dos tempos de torturas, matanças. Derreteu chumbo mal sabia caminhar.

Cismou que ia votar já aos dezesseis. Moleca atrevida, brincava de tinta, pintava a cara e dizia "Fora Collor!" Inventava brinquedos que os adultos só olhavam e riam," imagina brincar de jovem curupira, que doidinha..." Mas ela não fazia caso, se encarapitava no alto de um juazeiro para dizer que a Amazônia é do Brasil, sem nem ouvir muito adulto que dizia: desce daí menina e vai pra dentro.

Ela não ouvia. Teimava. Diziam pra ela: deixa de história menina, que invenção é essa de socialismo? Não vê que acabou garota? Vai estudar e ser alguém! Ela foi estudar. Mas nunca deixou de história. Entrou em tanta escola, mas tanta escola, que escola só ela já não queria mais. Já tava na universidade. Fez da classe palanque, botou pilha, não deixou mais nada como era antes. Quando era moda deixar de história, história ela fazia e o tempo não parava. E ela rodava junto com a roda do mundo.

E o mundo que fez de si tanta mesmice, foi enjoando de sempre a mesma coisa, dessa coisa monótona que é o pensamento único neoliberal. E o mundo foi se colorindo quase tanto quanto a alma daquela menina brasileira, que já era multicores. Outro mundo é possível, foi o sussurro que virou berro. A menina ficou fora dessa? Tava lá na linha de frente. Tardou mas não falhou. Na Latino-América foi tanta cor que ninguém conhecia antes, como a cor dos índios tão rebeldes que teimaram em existir, e tanto fizeram que viraram presidente. E voltaram falar em Bolívar para os lados da Venezuela, e já não tinha parte que o povo não saísse pra rua para cantar a esperança.

E a esperança venceu o medo. O operário virou presidente. A menina virou ministro e deputada. E um novo Brasil começou a florescer, como jamais se tinha visto. Um Brasil forte, rumo socialista, começou a se desenhar. E a menina, que antes só sonhava ser feliz, começou a traçar primeiros traços de felicidade real

A menina se fez moça. Moça linda, alegre, corajosa, energética. O rosto dela é o rosto do novo Brasil. Brasil que já se anuncia na cara pintada do estudante, no suor consciente do trabalhador, na calça larga do grafiteiro, na coragem da mulher que não se cala, do negro que não baixa os olhos, do gay que exige respeito, e em tantos outros símbolos e gestos ainda não evidentes, mas que vão se evidenciando, emergindo à tona.

Tanto ainda por fazer. Moça que só tem a vida toda para viver. Cresce, ganha a estrada, arrasta toda a massa. Não vamos deixar ninguém atrapalhar a tua passagem. A hora é essa vamos ganhar. A estrada vai além do que se vê, mas se o presente é de luta o futuro nos pertence. Os meninos e o povo no poder nós queremos ver, só há tempo a ganhar. Somos tão jovens. Não somos mais só futuro. Nós dizemos presente. Prepara uma avenida que a gente vai passar.

Quem duvida do que ela pode, não conhece o que ela fez. Brasil mostra tua cara socialista. Cara de moça bonita que desaprendeu a calar.

 
 

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aprovado na Câmara o Vale-Cultura

Por Thiago Douglas

 
Nunca na história deste país o acesso à Cultura passou a ser  pensado enquanto direito fundamental do cidadão.

 

Ontem (14/10), a Câmara dos Deputados aprovou o Programa Cultura do Trabalhador que institui  o Vale Cultura, em uma votação tensa onde o problema que a direita não colocou, foi o que não foram eles quem apresentaram este Projeto, mesmo tendo a oportunidade em dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, que diz que fumou mais não tragou, além de não tragar, em seu governo o Ministério da  Cultura era tratado como um grande balcão de negócios, e não se pensava em Políticas Públicas de Cultura, afim de beneficiar a sociedade como um todo.

 

Na minha opinião o Ministério da Cultura, foi o que mais avançou no Governo Lula, perto de outros Ministérios, como o da Comunicação onde temos à frente um lobista da Rede Globo, o Sr. Hélio Bosta, onde tentam de toda a maneira embaçar o processo da Conferência Nacional de Comunicação. São várias as ações onde o processo de participação popular é levado a sério, como o Sistema Nacional de Cultura, mostra a importância de ser construída para-e-com-o-povo, demanda colocada desde a década de 70, que só  à partir de 2004 é construída realmente com o conjunto da sociedade  na I Conferência Nacional de Cultura de 2005, em reuniões  do Conselho Nacional de Cultura, Seminários, Audiências Públicas e consulta pela internet, falta agora o legislativo aprovar, como também PEC 150/03 que destina 2% do PIB para a cultura, entre essas outras pautas estão na ordem do dia, sem falar dos Programas já implementados pelo Ministério como o Cultura Viva.

 

O Vale Cultura, projeto enviado pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva, aprovado na Câmara Federal, destina ao trabalhador, trabalhadora do funcionalismo público, privado, estagiários que ganham até cinco salários um tíquete impresso ou na forma de um cartão magnético no valor de R$ 50,00 e R$ 30,00 para os aposentados, onde 10% deste serão descontados do trabalhador e trabalhadora,  este benefício trabalhista promove o acesso à produção cultural em nosso país, passando R$ 7,2 bilhões ao ano projetados na economia da cultura.

 

A oposição representada na direita da Câmara dos Deputados, queriam só criar polêmica, como a emenda onde o valor do Vale Cultura poderia ser destinado em dinheiro vivo, são muito burros mesmo, queriam quebrar o que se propõe ser  o Vale,  que  este benefício seja gasto em livros, espetáculos de dança, cinema, teatro, visita à museu, entre outras manifestações culturais-artísticas e não no arroz com feijão, este serve para alimentar a alma do trabalhador.

 

Mais um passo foi dado na Revolução Democrática, agora falta a aprovação pelo Senado e como diriam os Titãs:

 

"A gente não quer só comida,

A gente comida, diversão e arte…"

 

Thiago Douglas é estudante de Arte Visuais e militante do Movimento Mudança.



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terça-feira, 13 de outubro de 2009

As armas do MST e as armas dos Ruralistas



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Leury Farias - Desabafo contra o poder...

Esse texto foi postado no blog no ano passado em uma caixa de comentario pelo ex-vereador Leury Farias, tal desabafo se dá por conta que o TSE condenou o dep. Jorge Souza a deixar o cargo e o Dep. Jorge Amanajas não o empossou.


Ao se comemorar em todo Brasil, especialmente no Tribunal Superior Eleitoral, os dez anos de existência do artigo 41-a da lei 9.504/97, objeto de memorável luta contra a corrupção eleitoral, capitaneada pela CNBB e pela ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, aqui no nosso estado do Amapá, não somente os efeitos do citado artigo, elogiado por todos, como também, o preceito constitucional insculpido no art. 2º da Constituição Cidadã e em conseqüência, o Estado Democrático de Direito, vem sendo vilipendiado às escâncaras pelo Deputado Jorge Amanajás, Presidente da Assembléia Legislativa Estadual, por deliberadamente, descumprir um MANDADO JUDICIAL, oriundo do tribunal Superior Eleitoral, além de ter afirmado em alto e bom som, da tribuna da Assembléia Legislativa, durante a 68ª sessão ordinária, realizada no dia 26/08/2009 em resposta à Decisão Judicial do TSE com despacho do Ministro Carlos Ayres Brito, determinando a imediata declaração de vaga de Deputado cassado (Jorge Souza), textualmente:

“.... O Poder Legislativo do Estado do Amapá, como qualquer outro Poder no Brasil, é independente, nós somos independentes, aqui não manda governo, aqui não manda Tribunal de Contas, aqui não manda justiça, o Poder Legislativo do Amapá é independente ...”

O desafio do Presidente da Assembléia Legislativa do Amapá Dep. Jorge Amanajás, vai mais, quer iniciar um caricato e incabível “processo” destinado a submeter ao Plenário da Assembléia Legislativa Estadual, um julgado do Tribunal Superior Eleitoral, fundado no Art. 41-a e jogar no lixo toda luta da OAB e da CNBB o que não pode ser aceito pela sociedade, que luta contra a corrupção eleitoral no Brasil.

A pretensão do Deputado Jorge Amanajás, Presidente da Assembléia Legislativa Estadual é totalmente incabível e atentatória ao estado democrático de direito, como bem acentuou o Ministro Joaquim Barbosa, no julgamento de um mandado de segurança nº 25.458 – DF:
“... entendo que está mais que caracterizada uma deliberada procrastinação que, ao meu ver, é atentatória a harmonia entre os poderes...”

Diante do exposto, faço um apelo, que divulguem para o Brasil, o desrespeito que é praticado no meu Estado, por este cidadão que entende ser o dono do Amapá.

Contato:
Leury Salles Farias
Email: leuryfarias@hotmail.com

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Com “explosões de efeitos”, banda amapaense Stereovitrola lança CD “No Espaço Líquido”

 

Com “explosões de efeitos”, banda amapaense Stereovitrola lança CD “No Espaço Líquido”


 A banda amapaense Stereovitrola, composta por Rubens Ferro (bateria), Marinho Oliveira (contra-baixo), Otto Ramos (órgãos e teclados) Wenderson "Matrix" (samplers, loop's e outros efeitos) e Patrick Oliveira (guitarras, ruídos e vocais), foi formada em março de 2004 como resposta ao marasmo musical da cidade de Macapá.
 
Fazemos rock de garagem aqui no meio da Amazônia com linguagem e sonoridade  próprias que muitas bandas do Centro-Sul ainda não alcançaram. Se houvesse mais apoio para as bandas de rock autoral, o Amapá estaria mais situado e representado não só nos festivais locais, mas também em festivais e mostras  de música independente no nordeste e centro-sul", afirmou Patrick Oliveira, vocalista e guitarrista da banda.
 
Realidade – Patrick também lamentou a ausência de apoio em relação à cultura amapaense, principalmente no campo do rock n' roll, que sempre foi estigmatizado, tido como música para marginais e drogados. "A Stereovitrola, assim como outras ótimas bandas de Macapá, praticamente não tem apoio de nenhuma entidade governamental ou privada. Quando vamos a outro estado para nos apresentar, temos que colocar a mão no bolso em diversos (para não dizer todos) momentos para a coisa acontecer".

Mesmo com as dificuldades a Stereovitrola não recuou, e a partir de suas raízes fincadas no rock alternativo/indie, independente e experimental, tendo como influências bandas como Joy Division, Replicantes, Nirvana e Pink Floyd, com arranjos e letras valorizando o cotidiano e comportamentos individuais e coletivos, a banda vem construindo seu espaço no Amapá. "Com o tempo, percebemos a necessidade de andar com as próprias pernas e começamos a compor músicas e tocá-las em festas de rock e festivais de música locais e de outros estados", disse Patrick.

A Stereovitrola realiza coerentemente uma releitura e fusão do rock da década de 60 e 80, com explosões de efeitos ambientais filtrados pelo sampler(aparelho produtor de efeitos) de Wenderson "Matrix", além dos efeitos únicos da guitarra de Patrick Oliveira.

Repercussão aqui – "Não tenho dúvidas de que a Stereovitrola é uma das melhores bandas de rock do Amapá, e uma das melhores do Brasil. O som que eles produzem, aliado às letras compostas, é de uma maturidade ímpar", afirmou o produtor e músico Adriano, proprietário do estúdio onde a Stereovitrola costuma ensaiar.

O público que acompanha as apresentações da Stereovitrola também concorda que a banda é diferenciada. "A Stereo é mais que uma banda. É um marco no sentido de ter dado o start que as bandas daqui precisavam para começar as suas próprias composições. Por isso, eu admiro profundamente a banda e a sua história", disse o formando em jornalismo e crítico Igor Reale.

Repercussão lá fora – No início de 2006, a Stereovitrola lançou, de forma totalmente independente, seu primeiro CD-single, Cada Molécula é de Um Ser,eleito no mesmo ano o 6° melhor single independente do Brasil pela revista Senhor F de Brasília, ficando também em 6º lugar na categoria independente pela revistaDynamite, especializada no assunto.
 
No mesmo ano do lançamento do primeiro CD-single, a produtora Roquenrou Babe convidou a Stereovitrola para se apresentar em Belém-PA para um evento chamado Agosto no Rock, "com boa receptividade do público paraense". Em 2007, a banda amapaense pela segunda vez foi a Belém para participar do Festival Se Rasgum no Rock, onde estavam presentes várias bandas locais, e de outras regiões do país, contando com a participação de uma banda do Texas (EUA).

"Esta segunda apresentação gerou uma projeção e contatos de outros festivais brasileiros, produtores, gravadoras independentes e articuladores em geral. Tivemos  o trecho de uma canção da banda como abertura do vídeo da gravadora Trama", atestou Patrick.

Lançamento do novo CD – a Stereovitrola viajou pela terceira vez a Belém, no último dia 19 de Setembro, para lançar seu novo trabalho No Espaço Líquido, na casa de shows Café com Arte. A responsável pelo show foi a produtora Megafônica, e já com aprovação do público belenense, a Stereovitrola concedeu várias entrevistas aos meios de comunicação locais. "Tivemos muitos compromissos pré-show. Fomos entrevistados pelo programa Balanço do Rock, da Rádio Cultura, pela Rádio Unama e tocamos ao vivo na TV Cultura".
 
O show em Belém – a Stereovitrola abriu o show em Belém com a música Bicicleta, canção que está no novo trabalhoe e, além de todas as canções deste, três músicas do primeiro CD-single. "A receptividade do público paraense foi excelente, e muitos amapaenses que moram no Pará também prestigiaram a banda. Foi emocionante ver que pessoas as quais nunca nos viram tocar, dançavam com nosso som, como se fosse aquela música que você espera em meio a várias, em um show de uma banda que você gosta", celebrou Patrick.
 
Serviço – o show em Macapá – de volta a terras tucujus, a "Stereo", como já é conhecida pelos fãs, está na expectativa de lançar seu novo trabalho. Com músicas bem arranjadas e letras "que fazem pensar", como as músicas "Que Dissolve", Canção Para Syd Barret", que é uma homenagem ao vocalista falecido do Pink Floyd, e "Bicicleta", o show está agendado para o dia 10 de outubro, a partir das 20h, na sede social da Secretaria de Infra-estrutura do Amapá (Seinf), ao lado da Faculdade Famap. O ingresso custa R$10, meia entrada R$5. Antecipando o show da Stereovitrola, duas bandas amapaenses terão oportunidade de mostrar seu trabalho: SPS12 (Hardcore-punk) e Godzilla (grunge, alternativo), além de apresentações de diversos DJ's, como o DJ Daniel NEC.
 
Reconhecimento – A banda desta vez conta com o apoio de diversos apoiadores, sinalizando que a Stereovitrola realmente é uma banda de qualidade e que tem grandes chances de sair dos limites do Amapá. O apoio político ficou por parte do vereador Jaime Perez e do deputado estadual Ruy Smith; o institucional ficou com a loja Na Base Skate Shopping, Restaurante Norte das Águas, Sinjap, NOSCAIS e Companhia de Eletricidade do Amapá (Cea).
 
Raul Mareco
Assessor de Imprensa voluntário da Banda amapaense Stereovitrola


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