"Porque juventude são outros Papos!"

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

LUTAR VALE A PENA


Por Patrique Lima
Diretor de Relações Institucionais na 
União Nacional do Estudantes(UNE)

Manifestações de Junho em Macapá, em frente a prefeitura. (imagem internet)

A luta pelo passe-livre sempre esteve na ordem do dia das entidades do movimento estudantil, o jargão "O Futuro do Brasil pede passagem!" esteve presente durante anos nas diversas manifestações Brasil a fora, e no Amapá não foi diferente.
Toda essa movimentação tomou impulso depois das manifestações que se espalharam por todo o país no ultimo mês de junho de 2013, que levou milhares de pessoas as ruas, reivindicando por uma série de avanços sociais em diferentes pautas, mas que tinham em comum entre todas elas, à denúncia do sistema de transporte precarizado e caro, que assolam as diversas cidades do país. Estas manifestações de ruas tiveram imediatamente uma série de vitórias, inclusive com redução de tarifas de transporte em diversos lugares, como foi o caso de Macapá. 
Esta pauta histórica das entidades estudantis - UNE, UBES, UECSA, UMES,  grêmios, DCE's, tem sua base de sustentação calçada na necessidade de se criar políticas de acesso e permanência a educação, evitando-se a evasão escolar e garantindo maior aproveitamento do tempo de aula, além acesso a espaços culturais, esportivos e de lazer que ajudam na formação do estudante, neste contexto o transporte sempre foi um limitador para os moradores dos locais mais distantes e carentes.
Partindo da premissa de que não basta somente ter escolas para garantir o acesso a educação, umas séries de necessidades se apresentam para o estudante em sala de aula. A injusta disputa entre as demandas da sociedade (comer, vestir, calçar, ter acesso a bens de consumo em geral) versus garantia de permanência na escola, sempre coloca a questão econômica a frente.
Para combater esse problema, políticas de assistência estudantil são fundamentais para permanência do estudante no ambiente escolar, e o passe-livre torna-se um elemento essencial, pois garante na renda familiar os recursos que antes eram empregados nos gastos com transporte do estudante até a escola.
A apresentação da proposta pelo Governo do Estado do Amapá e pela prefeitura Municipal de Macapá que garante o benefício do "passe-livre" a 10 mil estudantes carentes da rede publica de ensino (básico e superior) é uma resposta positiva as demandas que surgiram nas ruas e salas de aulas do Estado, uma conquista dos que lutaram nas ruas, batizado de Passe Social Estudantil, é o primeiro passo rumo ao passe-livre que os estudantes defendem (por isso as aspas no termo passe-livre acima).
Concordamos com a ideia de que precisa-se iniciar primeiro com os que possuem a maior necessidade, mais ainda não pode ser tido como acabado. Garantir todos os estudantes dos programas sociais é fundamental, mas expandir para o conjunto dos estudantes é essencial, sabemos da implicações financeiras, mas entender esta política como investimento subverte meramente a lógica econômica.
Desta feita, Não podemos negar a vitória que veio das milhares de vozes nas ruas, e parabenizar a iniciativa do governo e da prefeitura, mas cumprindo nosso dever de movimento social, devemos continuar lutando por novos direitos e pela ampliação dos direitos já conquistados, para que tenhamos um maior número de beneficiados pelo programa de passe e que este seja livre de fato, que se tenha qualidade no transporte publico, com licitação para contratação de novas empresas, tarifas justa e mais baratas. E o que fica o ensinamento para todos nós, das diversas gerações é que: LUTAR VALE A PENA!

Ato da UNE e UBES em Brasília, dia 27 de junho de 2013. (acervo UNE)


sábado, 26 de outubro de 2013

Novos espaços no blog

Acessem as paginas #Opinião e #Vídeos no blog, serão espaços para socializar opiniões de diversos agentes sociais e políticos sobre os variados temas em debate na sociedade.

Nessa semana, a coluna #Opinião trás um artigo da Secretária-Adjunta da Secretaria Nacional de Juventude e vice-presidenta do CONJUVE, Ângela Guimarães, que fala sobre a situação da Juventude Negra e o genocídio vivenciada por essa significativa parcela da sociedade, em sua maioria, pobre e de periferia. Veja aqui

A coluna #Vídeos trás um vídeo da União Nacional dos Estudantes em defesa da reforma politica democratica, com o fim do financiamento privado de campanha. Veja aqui

Espero que curtam esses espaços.

abç

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

UNE repudia ataques da PM manifestantes em SP e no Rio

Diante dos atos covardes de violência e truculência praticados pela polícia militar durante passeatas pacíficas em São Paulo e no Rio de Janeiro, a União Nacional dos Estudantes, a UEE-SP e a UEE-RJ vêm a público repudiar a ação contra os manifestantes na noite desta terça-feira (15). A falta de preparo da PM é visível. A ação violenta, injustificável.

Em São Paulo, os estudantes saíram às ruas pela democracia nas universidades paulistas. O jornalista da UNE, Rafael Minoro, foi atingido por estilhaços de bomba lançadas pela PM enquanto cobria o ato (foto abaixo). O diretor da UEE-SP, Bruno Reis, também foi ferido por estilhaços de bomba. A presidenta da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, Nicoly Mendes, por uma bala de borracha. Outros estudantes foram encurralados e agredidos em frente à loja Tok&Stock (foto acima), na Marginal Pinheiros.

No Rio de Janeiro, a luta dos professores levou mais de 50 mil às ruas. A polícia também agiu de forma excessivamente truculenta, agredindo manifestantes, utilizando muitas bombas de gás lacrimogênio e, até mesmo, dando tiros de armas letais, como fuzis, para o alto.

A natureza militar da polícia, treinada nos moldes do golpe de 1964, ainda leva a instituição a valorizar mais a autoridade que a legalidade. Desmilitarizar a polícia é uma medida necessária para torná-la mais democrática e menos abusiva.

As grandes manifestações de junho que levaram milhões de pessoas para as ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro parece que não serviram de lição para os seus governantes. Os jovens seguem na luta pela democracia dentro das instituições de ensino e também nas ruas da cidade.

Os estudantes exigem do reitor da USP, João Grandino Rodas, que abra imediatamente o diálogo com o movimento estudantil que ocupa a reitoria da universidade. Toda essa violência ocorrida no dia de hoje é resultado também da intransigência do reitor.

Nós, estudantes brasileiros, seguiremos em marcha pelas ruas, ocupando todos espaços possíveis em defesa da educação, dos professores e da democracia.

União Nacional dos Estudantes – UNE
União Estadual dos Estudantes de São Paulo – UEE-SP
União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro – UEE-RJ
15 de outubro de 2013


Fonte: une.org.br


Rafael Minoro - Jornalista da UNE ferido na manifestação em SP pela PM.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Deputados articulam apresentar PEC para Redução de Maioridade Penal


#NãoAReduçãoDaMaioridadePenal

É absurdo, os deputados federais, Renzo Braz e renato Andrade (ambos do PP/MG) estão correndo a câmara recolhendo assinaturas para apresentar uma PEC (proposta de emenda constitucional), que altera o artigo 228 da constituição federal, em que reduz a maioridade penal para 16 anos.

O deputado Renzo Braz, 33 anos, administrador de empresas, empresário ligado ao comércio de motocicletas. Faz parte da frente parlamentar ruralista, é parlamentar de primeiro mandato e foi indicado no prêmio congresso em foco e foi premiado na categoria "parlamentares do futuro" percebam a ironia, o deputado apresentou até agora somente 23 proposições para tramitar na casa.

Já o deputado Renato Andrade, 42 anos, proprietário rural e empresário, detém participação em uma corretora de seguros, foi subsecretário de Política Urbana do Estado de Minas Geraisé também parlamentar de primeiro mandato, era suplente e assumiu o mandato no inicio do ano, em janeiro, ele é o deputado que defendeu o privilegio da sala VIP para os deputados no aeroporto de Brasília, e até hoje o deputado só apresentou 1 proposição para tramitação na casa.

A redução da maioridade penal não é tendência do movimento internacional, ao contrário do que é veiculado pela grande mídia. A pesquisa Crime Trends (Tendências do Crime), da Organização das Nações Unidas, revela que são minoria os países que definem o menor de 18 anos como adulto passível de ser penalizado criminalmente.

Segundo a Unicef , de 53 países, 42 deles, o equivalente a 79% adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais, acompanhando recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos.

Precisamos organizar um grande levante para barrar essa propositura, e defender que mais investimentos em áreas estratégicas para o desenvolvimento social, como educação, cultura, saúde, esporte e geração de emprego e renda.

De volta a ativa... #AgoraVai


Muita coisa mudou desde a última postagem feita aqui nesse blog, durante um tempo, ele foi minha maior e melhor ocupação, mas como a dinâmica da vida nem sempre nos deixa fazendo só o que mais nos agrada, acabei parando de publicar aqui mais de um ano.

Pois bem, depois dessa longa pausa, e de varias mudanças na minha vida, tentarei retornar com postagens cotidianamente. Abordando temas sobre a juventude, e todos os temas ligados a ela, e política, só que agora com novos elementos, colocarei um pouco dos bastidores do poder, tendo em vista que agora estou parando em Brasília.

Espero da conta da nova e prazerosa meta, que ser assíduo aqui, e que juntos possamos bater muitos Papos sobre a Juventude.

#PaposDeJuventude

Curtam a página do blog no Facebook, pode ser aqui no canto direito da pagina na parte de cima ou  nesse link aqui.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Com a crise quem mais sofre é a juventude!



Europa: 17% dos jovens não têm emprego; outros nem buscam mais

Mais de metade dos jovens desempregados não aparecem nas estatísticas oficiais de desemprego, porque já desistiram de procurar trabalho, declarou nesta terça (15) a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De acordo com dados da OCDE, nos 34 países desenvolvidos e que são membros da organização, a taxa de desemprego na faixa dos 15 aos 24 anos era, em março deste ano, de 17,1%. Este número contrasta com o verificado em dezembro de 2007. Nessa altura, a taxa de desemprego nesta faixa etária era de 12,2%. Em números absolutos, estima-se que existam quase 11 milhões de jovens sem emprego.

Em alguns países, contudo, a situação é muito mais grave. Um olhar mais aprofundado para os três países sobre assistência financeira na Zona Euro, assim como a Espanha e a Itália, que nos últimos meses têm estado sobre pressão por parte dos mercados tendo sido obrigados a adaptar medidas de austeridade, o cenário não é encorajador.

Assim, e de acordo com dados da OCDE, em Portugal a taxa de desemprego jovem subiu dos 19,7% para os 36,1%; na Espanha subiu dos 19,7% para os 51,1%; na Itália de 21,3% para os 35, 9%; na Irlanda dos 9,4% para os 30,3% e, por fim, na Grécia dos 21,6% para os 51,2%. Mas mesmo assim a taxa de desemprego "não reflete toda a realidade", alerta a OCDE.

"Muitos jovens que abandonaram o sistema de ensino deixaram de aparecer nas estatísticas de emprego", lê-se num comunicado da organização, estimando em 23 milhões o número de jovens sem trabalho. "Mais de metade desistiu de procurar por emprego", afirma o documento.

Para a OCDE, há "uma preocupação crescente de que uma proporção significativa e cada vez maior da população esteja em risco de um desemprego ou inatividade prolongados".

A OCDE lançou um apelo aos ministros do Trabalho do G20 - que estarão reunidos na quinta-feira no México - para que concentrem os seus esforços na criação de emprego para os jovens.
"Os governos devem tratar deste problema social e econômico com ações determinadas e concretas", afirmou Angel Gurría, secretário-geral da OCDE.


Do Vermelho, com agências

sábado, 12 de maio de 2012

Conselho Nacional de Juventude tem nova presidente

Nos últimos dias 8 e 9, durante uma solenidade em Brasília, o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) deu a posse aos novos integrantes de sua próxima gestão (2012-2013). A partir de agora, o órgão será presidido por Ângela Guimarães, que é secretária Adjunta Nacional da Juventude e contará com 40 novos conselheiros titulares e suplentes que representam movimentos, associações, organizações, redes, fóruns e entidades de apoio às políticas públicas de Juventude em todo o país, além de 20 representantes das diversas esferas governamentais.


Quem é a nova presidente do CONJUVE?
Ângela Guimarães, Baiana de Salvador, socióloga e professora, ex militante do movimento estudantil, é ex-militante da União da Juventude Socialista (UJS), da qual compôs a Direção Nacional e ex-membro da executiva nacional da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO) e militante do PCdoB.




CONJUVE? Que bicho é esse?
O Conselho Nacional de Juventude foi criado em 2005 pela Lei 11.129, a mesma que instituiu a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, e o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). O Conselho tem, entre suas atribuições, a de formular e propor diretrizes voltadas para as políticas públicas de juventude, desenvolver estudos e pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promover o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais. 
Os membros do Conselho são escolhidos para mandato de dois anos, mediante eleição direta, e os cargos de presidente e vice-presidente são alternados, a cada ano, entre governo e sociedade civil.



Mais informações você vê aqui, aqui e mais aqui.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Nota Pública a imprensa e ao povo do Amapá


A mobilização da sociedade capitaneada pelos estudantes surtiu efeito. O deputado Moises Sousa anunciou nesta quarta-feira, 12, a redução da verba indenizatória de R$ 100 mil para R$ 50 mil reais e o valor da diária de R$ 2.600 para R$ 1.600 reais. Foi um avanço, mas isso não resolve o problema. A Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) precisa reduzir todas as suas despesas a um padrão compatível com a realidade do Estado. Sabemos que o atual orçamento da ALAP estimado em R$ 156 milhões para 2012, representa um aumento de cerca de R$ 60 milhões (63%)comparados ao ano de 2011 que foi de R$ 96 milhões, totalmente fora da realidade.

Comparado aos gastos de outras assembléias estaduais, o orçamento da ALAP é totalmente desproporcional as necessidades de despesas próprias do poder legislativo. O montante de 156 milhões de reais é maior do que o executado pela prefeitura de Santana, segundo maior município do Estado, que conta com uma população de 100 mil habitantes, enquanto a Assembleia possui apenas 24 deputados estaduais, 134 servidoresefetivos, 2847cargos de confiança direcionados como cabide eleitoral para os parlamentares.

Sendo assim, propomos:

1.       Redução em 50% do valor total do orçamento atual do Legislativo Estadual já!
2.       Devolução do excedente ao Executivo para que sejam utilizados na valorização salarial dos servidores, atendendo ao Piso Salarial da Educação e Saúde. Além de investimentos em saúde, educação, infraestrutura e outras áreas com problemáticas sociais.
3.       Transparências nos gastos públicos da ALAP com site detalhando minuciosamente todas as despesas orçamentárias.
4.       Fixação do teto da verba indenizatória da Assembleia Legislativo no mesmo valor da Câmara Federal o que já seria um valor razoável.
5.       Diária dos deputados estaduais compatível com as diárias dos Poderes Executivo e Judiciário.
6.       Apoios às investigações da Operação Mãos Limpos da Polícia Federal no que tange ao inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de responsabilidade do ministro Otávio Noronha.
7.       Todo apoio ao MPE e ao MPF para que sejam apuradas todas as denuncias de corrupção no Estado do Amapá.
Conclamamos ainda toda a população amapaense, sociedade civil organizada em geral, em especial a OAB, Sindicatos, Centrais Sindicais, movimentos populares e entidades históricas de luta em defesa do povo do Amapá a virem somar junto conosco nessa luta.
Macapá – AP, 12 de abril de 2012.

Assinam: União Nacional dos Estudantes - UNE, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES, DCE-UEAP, Centros Acadêmicos, Grêmios Estudantis, Central Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, Movimento de Combate a Corrupção (MCC), Federação das Associações Comunitárias do Amapá – FECAP e Federação das Associações de Moradores Zona Norte.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Expulso Por Bom Motivo

 Por Bertolt Brecht

Eu cresci como filho
De gente abastada. Meus pais
Me colocaram um colarinho, e me educaram
No hábito de ser servido
E me ensinaram a dar ordens. Mas quando
Já crescido, olhei em torno de mim
Não me agradaram as pessoas da minha classe e me juntei
À gente pequena.


Assim
Eles criaram um traidor, ensinaram-lhe
Suas artes, e ele
Denuncia-os ao inimigo.
Sim, eu conto seus segredos. Fico
Entre o povo e explico
Como eles trapaceiam, e digo o que virá, pois
Estou instruído em seus planos.
O latim de seus clérigos corruptos
Traduzo palavra por palavra em linguagem comum,


Então
Ele se revela uma farsa. Tomo
A balança da sua justiça e mostro
Os pesos falsos. E os seus informantes relatam
Que me encontro entre os despossuídos, quando
Tramam a revolta.
Eles me advertiram e me tomaram
O que ganhei com meu trabalho. E quando me corrigi
Eles foram me caçar, mas
Em minha casa
Encontraram apenas escritos que expunham
Suas tramas contra o povo. Então
Enviaram uma ordem de prisão
Acusando-me de ter idéias baixas, isto é
As idéias da gente baixa.
Aonde vou sou marcado
Aos olhos dos possuidores.
Mas os despossuídos
Lêem a ordem de prisão
E me oferecem abrigo. Você, dizem
Foi expulso por bom motivo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Lei anti-homofobia: uma resposta à onda do ódio

Pesquisa do Grupo Gay da Bahia mostra que, a cada 2 dias, um homossexual é assassinado no Brasil
 
Patrícia Benvenuti
Da redação

 

Foi em uma escola pública de Taboão da Serra (SP) que Pierre Freitaz, então com 13 anos, foi vítima de homofobia pela primeira vez. As agressões vieram, inicialmente, na forma de piadas. "Nunca gostei de ser amigo dos meninos, eu andava mais com as meninas. Eu não gostava de jogar futebol, e aí começou".

As "brincadeiras" aumentaram, e os meninos passaram a cobrar "pedágio" para deixá-lo entrar na escola. Com medo, Pierre pagava, até que avisou que não entregaria mais o dinheiro. As ameaças se concretizaram. "Vieram com empurrões, a violência foi crescendo até que quebraram o meu braço".

A humilhação seguinte partiu da própria escola. Durante uma reunião entre seus pais e os familiares de seus agressores, a diretoria deu a entender, segundo Pierre, que a agressão havia ocorrido devido à sua opção sexual. "Disseram que aquilo [agressão] aconteceu comigo porque eu era gay. Quiseram dizer que eles [meninos] estavam certos e eu errado", relembra.

A história de Pierre, que hoje é coordenador do Grupo de Jovens Ativistas da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, aconteceu há cerca de dez anos. A violência contra os homossexuais, porém, continua atual. No último final de semana, em São Paulo, cinco jovens de classe média (quatro deles menores de idade) xingaram e atacaram três pessoas com socos, chutes e golpes com lâmpadas fluorescentes na Avenida Paulista. Na delegacia, eles foram identificados por um lavador de carros, que contou ter sido agredido e assaltado pelo mesmo grupo.

Os quatro menores - três de 16 anos e um de 17 - chegaram a passar a noite em uma unidade da Fundação Casa, mas foram liberados no dia seguinte. O estudante Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, foi preso em flagrante mas responderá em liberdade pelos crimes de lesão corporal, roubo e formação de quadrilha.

Já no Rio de Janeiro, no domingo (14), um estudante de 19 anos foi baleado depois da 15ª Parada do Orgulho Gay, em Copacabana. De acordo com a vítima, um grupo de homossexuais estavam no Parque Garota de Ipanema quando foram abordados por militares, que hostilizaram os jovens. O 3º sargento do Exército Ivanildo Ulisses Gervásio confessou ter atirado no estudante. Além dele, outros dois militares são acusados de participar do crime. O delegado Fernando Veloso, da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), que investiga o caso, afirmou que a motivação das agressões foi a homofobia. 

 

"Esses casos não são soltos. A gente não percebe, mas isso é corriqueiro. E na periferia e no interior [dos estados] ainda é mais difícil, onde as pessoas são mais conservadoras", assegura Pierre.

Mackenzie

O repúdio contra as agressões homofóbicas aumentaram a partir de terça-feira (16), quando começou a circular na internet o "Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia", divulgado no portal da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O texto, assinado pelo chanceler da instituição, Augustus Nicodemus Gomes Lopes, critica o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.

O texto diz que a Igreja Presbiteriana é contra a lei "por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia". O manifesto informava, ainda, que "a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo".

O texto foi retirado do ar e, em nota, a assessoria de imprensa da instituição afirmou que o pronunciamento sobre o PL 122 foi feito em 2007 e é da Igreja Presbiteriana do Brasil, Associada Vitalícia do Mackenzie. Além disso, de acordo com a nota, "o Mackenzie se posiciona contra qualquer tipo de violência e discriminação feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição".

As situações causaram revolta na comunidade LGBT que, no dia 24, promoverá uma manifestação em frente à Universidade Mackenzie, a fim de protestar contra o manifesto. "Estamos indignados e queremos ações", afirma o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.

Lei

Uma das ações mais imediatas, segundo o presidente da ABGLT, é precisamente o encaminhamento do PLC 122. Aprovado no Congresso Nacional, o projeto de lei visa à alteração da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, caracterizando como crime "a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero". O autor do delito, assim, ficaria sujeito às penas definidas em lei - como reclusão por até cinco anos.

Reis salienta que a lei será um avanço para a população LGBT que ainda não conta com uma lei específica para proteger os seus direitos. "Assim como existe a lei que criminaliza o racismo, queremos uma lei que criminalize a homofobia", explica.

Para a autora do projeto, a professora e ex-deputada pelo PT Iara Bernardi, os crimes recentes mostram a urgência da aprovação do PLC 122 que, segundo ela, se trata de um complemento a uma lei já existente.

"É uma legislação que abrange outras formas de discriminação, como [a discriminação] contra os nordestinos. Acrescentamos ali esse ponto, o da discriminação contra os homossexuais", reitera.

Senado

Iara destaca que o projeto foi aprovado por unanimidade no Congresso, onde houve uma ampla discussão com a comunidade LGBT e esferas do governo, como o Ministério da Justiça. O próximo passo, agora, é a aprovação no Senado, considerado um campo mais difícil devido às suas forças conservadoras. Para Iara, no entanto, a eleição de figuras mais progressistas para a Casa pode agilizar os trabalhos. "Espero que com a mudança no Senado, a lei possa ser aprovada", sustenta.

O maior desafio para a comunidade LGBT, entretanto, será superar a oposição de setores religiosos conservadores. Para Reis, a interferência religiosa ficou evidente durante o segundo turno das eleições deste ano, quando alguns grupos exigiram que os presidenciáveis se manifestassem contrários ao aborto e à união civil dos homossexuais. "Nossa reivindicação não é o casamento religioso, mas a união civil. Dizem que nós queremos destruir as famílias. De jeito nenhum, e pelo contrário: queremos construir a nossa família, do nosso jeito", afirma.

Atualmente, segundo Reis, 53 países no mundo possuem legislações específicas contra a homofobia - vários deles na América Latina, como Uruguai, Argentina, Colômbia e México, que conseguiram diminuir seus índices de violência.

Já no Brasil, os entraves à aprovação da lei, para Iara, só demonstram o atraso do país no combate à homofobia. "Esse é um tema que nem se debate mais em outros países, como na Europa. As agressões acontecem mas se sabe que são crime. O Brasil ainda está muito atrasado em relação a isso", critica.

Uma pesquisa do Grupo Gay da Bahia (GGB) mostra que, a cada dois dias, um homossexual é assassinado no Brasil. Só em 2009, de acordo com a entidade, pelo menos 198 homossexuais foram mortos, um número 55% maior do que o registrado em 2008.

Na página www.naohomofobia.com.br/home/index.php, da Campanha Não Homofobia!, é possível aderir a um abaixo-assinado pela aprovação do PLC 122.

 

Seguir LUTANDO, desejar VENCER e conquistar o NOVO!!!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CONTISTAS DO MEIO DO MUNDO (UNI-VOS rs)

O grupo Uni-Verso lança amanhã, sexta-feira, no Teatro das Bacabeiras, a Coletânea “Contistas do Meio do Mundo”. Organizada pelo escritor Manoel Bispo, com coordenação de Alcinéa Cavalcante, Ricardo Pontes, José Pastana e Rostan Martins, a coletânea traz 29 contos de 17 escritores amapaenses, entre eles o saudoso Alcy Araújo – uma das maiores referências da literatura produzida na Amazônia.

Os contistas contemplados nessa obra são personalidades fazendo valer em seus escritos uma intenção fixa de dar respiração, forma e cor ao que se afigura fantasia ou verdade das nossas coisas. Em cada conto é possível perceber o ritmo da respiração de cada criador e criatura, bem como a cor da sua arte na difícil tarefa de encantar palavras. Manoel Bispo diz que nesta coletânea personagens fictícios ou não, urbanos ou interioranos, movimentam-se e dão vida aos temas escolhidos pelos autores, no intuito da literatura amazônida. Ele convida o leitor a participar dessa “viagem inaugural pelos caminhos poeirentos, alagados, aéreos e subjetivos dessas páginas”.

Durante o lançamento haverá palestra sobre a literatura amapaense, declamação de poesia e shows musicais de Natal Villar, Nivito Guedes, Zoth, Bi Trindade e Ângelo, entre outros.

O evento começa às 16h e encerra às 19h30. A palestra será às 17h.

PCdoB divulga propostas para a transição ao novo governo Dilma

O Brasil vive um clima de entusiasmo e esperança com a eleição de Dilma Rousseff para a presidência da República. Essa terceira grande vitória do povo, consagrada em segundo turno, tem importância elevada, estratégica, pois assegura a continuidade da obra realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e possibilita a luta por conquistas ainda mais promissoras para o próximo quadriênio. Esse êxito ecoa positivamente no mundo, em especial na América Latina, pois estimula seu atual ciclo progressista. Desse modo, a Comissão Política Nacional do nosso Partido interpretou a vitória de Dilma Rousseff em nota divulgada no último dia 5.

Nesta mesma oportunidade, mais uma vez externamos a confiança dos comunistas na presidenta eleita, afirmando que, por sua história, concepções e competência, tudo fará para que o Brasil dê novos passos no sentido de tornar-se uma nação desenvolvida, cada vez mais soberana e democrática, respeitada no mundo e, sobretudo, capaz de garantir ao povo uma qualidade de vida crescentemente melhor.

Começa, agora, na fase de transição para o novo governo, a luta da presidenta eleita com o respaldo de sua base política e social de apoio, o exercício da imensa responsabilidade de corresponder às expectativas da nação e do povo.


Leia a note na integra AQUI

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Papos de Juventude de novo na aréa e já chega com poesia!

Falo assim sem tristeza
Falo por acreditar   
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer
Outros outubros virão
Outras manhãs plenas de sol e de luz
                                                                
 
(Milton Nascimento)

 
 
P.S.: O blog está voltando aos poucos com suas atualizações, até pegar ritmo e ser atualizado diariamente. Vamos debater o RUMO NOVO para o Amapá e as coisas do interesse da juventude.
--
Seguir LUTANDO, desejar VENCER e conquistar o
NOV
O!!!

domingo, 17 de outubro de 2010

Cansei, vou votar no Serra, entenda por que...

Desculpem amigos, vou votar no SERRA.

"Cansei...Basta"! Vou votar no Serra, do PSDB. 

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.  Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia. 

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares. 

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega... 

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de dinheiro a juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. " É uma vergonha! ", como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro. 

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.
Vergonha, vergonha, vergonha...
Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys. 

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode? Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo,SBT,Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo. 

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça. Acreditem, minha filha contratou uma cozinheira e ela estava fazendo direito em uma faculdade particular pelo PROUNI, em pouco tempo estava estagiando como defensora pública, saindo assim que se formou. Que absurdo! Ainda mais era negra. Essa gentinha não se enxerga mesmo. 

Os aviões agora vivem lotados com este pessoalzinho que não sabe se comportar pois estão voando pela primeira vez. Agora os aeroportos ficaram pequenos para tanto avião e tanta gente. 

Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula... 

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim... 

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseria politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior. 

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no SERRA. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido




P.S.:
Texto copiar da internet. Quem vota no Serra, deve pensar exatamente assim.

Eu vou de DILMA 13 para o Brasil seguir mudando...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Artistas e Intelectuais lançam manifesto pró-Dilma

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimen to econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno